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Dicas práticas para cuidadores de pacientes neurológicos


Cuidar de um paciente com doença neurológica é um ato de dedicação que exige conhecimento, paciência e atenção aos detalhes do dia-a-dia. Seja no contexto de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), da Doença de Parkinson, da Deficiência Intelectual, da Doença de Alzheimer, da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ou de qualquer outra condição neurológica, o cuidador desempenha um papel central na qualidade de vida do paciente.


Pequenas mudanças na rotina e no ambiente podem prevenir complicações, aumentar a segurança e proporcionar mais bem-estar. São medidas simples, mas que fazem a diferença. Abaixo, compartilho algumas orientações práticas que podem ajudar nesse processo.


Se você é cuidador, lembre-se também da importância de olhar também para a sua saúde física e mental - afinal, você precisa estar bem, para cuidar bem. Não hesite em compartilhar dúvidas e dificuldades com a sua equipe de saúde. O acompanhamento próximo do médico Neurologista, do Psicólogo e de toda a equipe multidisciplinar faz toda a diferença.



1. Organização da rotina


Horários fixos para refeições, medicações e sono ajudam a reduzir agitação, esquecimentos e desorientação. O nosso cérebro aprende com a repetição, e ganhamos segurança quando entendemos que há previsibilidade no que irá acontecer.


Utilize calendários, quadros ou aplicativos para anotar compromissos médicos e horários de remédios.


2. Segurança em casa


Retire tapetes soltos e obstáculos para evitar quedas. Evite chinelos ou demais calçados de pano, que possam escorregar. Tenha cuidado com animais domésticos pequenos, que possam oferecer risco de desequilíbrio ao passar correndo.


Instale barras de apoio no banheiro e nos corredores de acesso.


Mantenha o ambiente bem iluminado, principalmente à noite (a redução da luz leva o paciente a ter menos controle e mais insegurança sobre o local e sobre o que irá acontecer).


3. Alimentação e hidratação


Prefira refeições leves, equilibradas e fracionadas ao longo do dia.


Pacientes com dificuldade para engolir (disfagia) podem precisar de ajuste na consistência dos alimentos (mais pastosos ou espessados). Procure o seu Neurologista, Nutricionista ou Fonoaudiólogo para orientações.


Incentive a ingestão regular de líquidos (salvo restrições médicas), e mantenha o paciente hidratado. Idosos tendem a sentir menos sede, com maior risco de desidratação.


4. Adesão ao tratamento


O uso correto das medicações é fundamental. Nunca suspenda ou troque doses sem orientação médica.


Se o paciente apresentar efeitos colaterais aos medicamentos, avise imediatamente o médico responsável e aguarda a sua orientação.


5. Estimulação cognitiva e motora


Atividades simples como conversas, jogos de memória, leitura ou música podem ajudar a manter a mente ativa.


Caminhadas curtas e exercícios orientados por fisioterapeutas contribuem para a mobilidade e para a prevenção de complicações.


Situe o paciente diariamente sobre data atual e local onde estão.


6. Comunicação eficaz


Fale de forma calma, clara e em frases curtas. Dê tempo para que o paciente processe e responda. Caso ele troque frases ou palavras, repita informações já mencionadas ou fale algo incorretamente, você poderá corrigir e situá-lo com delicadeza.


Explique o que irão fazer, antes de começar o movimento. Pergunte sobre as preferências da pessoa, antes de tomar decisões por ela.


Se houver dificuldade de fala, explore formas alternativas de comunicação (gestos, figuras, aplicativos).


7. Cuidado com o próprio cuidador


Muitas vezes, quem cuida esquece de cuidar de si mesmo. É essencial:


  • Ter momentos de descanso ou de atividades prazerosas.


  • Compartilhar tarefas com familiares ou serviços de apoio (evitar sobrecarga).


  • Buscar suporte psicológico, se necessário.

 
 
 

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